Por Vitor Silva
O Nordeste tem enfrentado um crescimento considerável nas tentativas de fraudes, com um aumento expressivo nas ações fraudulentas no último ano. Segundo um levantamento realizado pela Serasa Experian, dos 11.509.214 casos de fraudes tentadas no Brasil em 2024, 2.281.282 ocorreram nos estados da região Nordeste, representando 19,8% do total nacional.
Dentro da região, a Bahia se destacou de forma positiva, registrando a menor frequência de tentativas de fraude com uma ocorrência a cada 53,6 segundos. Além disso, o estado foi responsável pelo maior número de golpes bloqueados no Nordeste, com 598.347 fraudes evitadas, o que corresponde a 5,2% do total nacional.
O aumento das fraudes no Nordeste e, especialmente, na Bahia, pode ser atribuído a diversos fatores, conforme explicou Caio Rocha, Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian. Rocha destacou que a grande população e a economia ativa da região geram um alto volume de transações financeiras, criando oportunidades para os criminosos. Além disso, o crescimento do comércio digital e a expansão dos serviços financeiros, como bancos digitais, também contribuem para o aumento das fraudes. “Com o aumento do comércio digital, mais pessoas estão fazendo compras online e utilizando meios de pagamento eletrônicos, como o Pix. Isso aumenta as oportunidades para golpes relacionados a transações virtuais”, afirmou Rocha.
Outro dado preocupante revelado pelo estudo foi o aumento de 11,9% nas tentativas de fraudes direcionadas a pessoas com mais de 60 anos, a maior alta proporcional entre todas as faixas etárias. As possíveis causas incluem o aumento do uso de serviços digitais entre os idosos, que ainda podem ter menos familiaridade com as práticas de segurança online, além da vulnerabilidade emocional, já que esse público tende a ser mais receptivo a abordagens fraudulentas, seja por telefone ou mensagens.
Os criminosos estão cada vez mais sofisticados, utilizando diversas técnicas para enganar os consumidores e obter dados sensíveis. Entre os métodos mais comuns estão o phishing, que envolve o envio de links falsos por SMS, e-mail ou redes sociais para roubo de dados bancários; a clonagem de WhatsApp, em que golpistas se passam por familiares ou amigos para pedir dinheiro; e a falsificação de lojas virtuais, que atraem consumidores com ofertas irresistíveis, mas que acabam roubando dados e realizando transações fraudulentas.
Com informações do Tribuna da Bahia